Ex-advogado: ’seqüestrador dizia que diabinho mandava acabar com tudo’
Lindemberg alegou que “diabinho falava mais alto que anjinho”.
Advogado reclamou do comportamento do seqüestrador.
O advogado Eduardo Silva Lopes, que deixou a defesa do seqüestrador Lindemberg Alves, de 22 anos, contou neste sábado (18) que o ex-cliente dizia que era “acompanhado de um diabinho e de um anjinho”. “Segundo Lindemberg, o diabinho falava mais alto, dizendo para acabar com tudo”, afirmou o advogado.
Lopes reclamou do comportamento inconstante de Lindemberg. “Houve quebra de confiança. Eu percebi que ele era uma pessoa que fazia exigência e recuava”. O advogado esteve no Centro Hospitalar Santo André, onde as adolescentes baleadas pelo seqüestrador estão internadas. Lopes diz que foi “prestar solidariedade às famílias delas”.
Para o advogado, Lindemberg já não queria se entregar. “Depois de tanto pedir para que ele se entregasse, desse um desfecho pacífico para tudo isso, infelizmente ele traiu a minha confiança”, afirmou o advogado.
Amigos se reúnem em frente ao hospital onde jovens estão internadas
Durante todo o sábado (18), adolescentes buscavam informações.
Eloá está em estado gravíssimo, enquanto Nayara se recupera.

Vários amigos de Eloá Pimentel e Nayara Vieira, ambas de 15 anos, se reuniram neste sábado (18) em frente do Centro Hospitalar do Município de Santo André, no ABC, onde as jovens foram atendidas depois de serem feridas, vítimas de seqüestro. (Foto: Nilton Fukuda/AE)
Seqüestrador está em cela isolada no CDP de Pinheiros
Advogado do jovem deixou o caso: ‘ele traiu minha confiança’.
Lindemberg está isolado de outros presos por segurança.
O seqüestrador Lindemberg Alves, de 22 anos, está desde a madrugada deste sábado (18) no Centro de Detenção Provisória 2 de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O jovem está em uma cela isolada, por questão de segurança.
O advogado Eduardo Lopes, que representou o rapaz durante as negociações, deixou o caso após o desfecho trágico. Ele informou que a família não deve contratar um novo advogado e um defensor público deve ser designado.
Lopes pediu desculpas às famílias das garotas por não ter conseguido evitar o desfecho. “Depois de tanto pedir para que ele se entregasse, desse um desfecho pacífico para tudo isso, infelizmente ele traiu a minha confiança”, afirmou o advogado.
Lindemberg chegou ao 6º DP de Santo André, no ABC, poucos minutos após a invasão do apartamento, no fim da tarde de sexta-feira (17). Na delegacia, permaneceu apenas o tempo suficiente para a realização do exame de corpo de delito. Em seguida, por volta das 19h30, foi levado para a Cadeia pública de Santo André. O rapaz ficou numa cela individual e, segundo os policiais, parecia calmo.
Às 2h15 deste sábado (18), começou uma movimentação no local. O comboio partiu em alta velocidade em direção ao CDP de Pinheiros, na Zona Oeste da capital. Até agora, ninguém da família de Lindemberg foi até a cadeia.
Vizinhos contam ter ouvido desabafos da refém e agressões
Eloá chegou a dizer que estava cansada de apanhar, dizem vizinhas.
Moradoras contam ainda que ouviram tiro na manhã de sexta (17).
No dia seguinte ao desfecho trágico do seqüestro, moradores do conjunto habitacional em Santo André, no ABC, onde Lindemberg Alves, de 22 anos, manteve a ex-namorada refém por 100 horas, tentam retomar a rotina. O clima, no entanto, é de tristeza. Na manhã deste sábado (18), as lojas reabriram, mas os clientes não apareceram.
A coleta de lixo, que estava paralisada, voltou neste sábado. Os moradores voltaram a circular sem restrições entre os prédios. A pé ou de carro, quem passa pelo conjunto habitacional se lembra com tristeza do que aconteceu.
Foi uma semana que todos os moradores querem esquecer, mas vão ter dificuldades. Especialmente os vizinhos do apartamento onde Eloá Cristina Pimentel e a amiga Nayara Silva foram mantidas reféns.
Tábuas de madeira reforçam a proteção à porta que, na sexta-feira (17), foi arrombada pelos policiais do Gate. Moradores sobem e descem as escadas ainda chocados com o desfecho do seqüestro. A moradora do andar de baixo diz não ter forças para falar e apenas reza.
O alívio por ter recuperado o direito de ir e vir não consola os moradores. O trauma será maior para as vizinhas de porta de Eloá. As duas adolescentes ficaram no apartamento de segunda a quinta-feira e ouviram boa parte dos diálogos entre Lindemberg e as reféns.
“Eu ouvia o que estava ocorrendo. Ela estava gritando muito alto, pedindo socorro. Ela (Eloá) chegou a falar para Nayara, pedindo para ela falasse com Lindemberg: ‘fala para ele me matar que eu não aguento mais todo esse sofrimento’. Ela falava que não aguentava mais levar na cara e não aguentava mais ver a amiga na mira de uma arma”, disse a adolescente.
A vizinha contou ainda ter ouvido móveis se arrastar. Perguntada se ouviu pedidos do seqüestrador para que o namoro fosse retomado, ela disse que não. Entretanto, contou que Eloá teria dito que não havia chances de reatar o relacionamento. ”Eu ouvia ela falar que não tinha volta”, disse.
Desfecho trágico
As duas adolescentes ficaram feridas no desfecho do seqüestro que durou mais de 100 horas. Na segunda-feira (13), por volta das 13h30, motivado por ciúmes, o jovem Lindemberg Alves, antes considerado calmo pelos amigos, invadiu o apartamento da ex-namorada e chegou a manter quatro reféns.
No mesmo dia, ele libertou dois adolescentes que estavam no local para realizar um trabalho escolar de geografia. No dia seguinte, libertou a amiga da ex-namorada, Nayara Silva. Entretanto, como parte das estratégias de negociação, ela voltou ao apartamento na manhã de quinta-feira (16).
O jovem chegou a falar em entrevistas que iria libertar também a ex-namorada, mas as negociações não avançaram. Um promotor de Justiça esteve nesta sexta no local com um documento que dava garantia de que o seqüestrador não seria ferido ao se entregar. O advogado do jovem disse que essa era uma de suas exigências e havia expectativa de que ele se entregasse no começo da noite.
Quando a polícia organizava uma coletiva de imprensa para falar sobre as negociações foi ouvido um estrondo. Às 18h08, a PM afirma que policiais que estavam em um apartamento ao lado do cativeiro ouviram um tiro disparado pelo seqüestrador.
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu a porta e deteve Lindemberg. A adolescente Nayara deixou o apartamento andando, enquanto Eloá, carregada, foi levada inconsciente para o hospital. O seqüestrador, sem ferimentos segundo a polícia, foi levado para a delegacia e, depois, para a cadeia pública da cidade.
Eloá está em coma irreversível, diz médica
A neurocirurgiã Grace Mary Lídia afirmou em entrevista coletiva na tarde deste sábado que a adolescente de 15 anos mantida refém por Lindemberg Alves, seu ex-namorado, por mais de cem horas em Santo André está em coma irreversível. Segundo a médica, a adolescente não está mais em coma induzido.
“Todas as sedações foram retiradas”, afirmou. Segundo Lídia, ainda não é possível falar em morte cerebral, pois para diagnosticar esse estado clínico ela precisa passar por mais um estágio de seis horas em observação. Numa escala de gravidade do coma, conhecida como escala Glasgow, que vai de 3 a 15, a garota está no estado três, considerado o mais grave. De acordo com Lídia, ela começou a ser retirada do coma induzido porque, sem a melhora esperada, o objetivo é saber como a menina reage sem os medicamentos.

A equipe médica do hospital municipal de Santo André, onde a garota está internada, informou que um novo boletim médico será divulgado à meia-noite.
A menina também foi atingida por um tiro na virilha – a bala foi retirada ontem.
Já o quadro clínico da amiga da garota é estável. Segundo o cirurgião-bucomaxilofacial Gabriel Pastore, o estado de saúde da jovem “apresenta melhora progressiva”. A adolescente permanece na unidade de terapia semi-intensiva.
FOTO: Raio-x bala alojada na cabeça de Eloá
Fotografia de raio-x mostra a bala alojada na cabeça da garota Eloá, 15 anos, que teria sido disparada por Lindembergue Alves, 22 anos, após mantê-la refém por 101 horas, em um cativeiro em Santo André, no ABC Paulista. Segundo o médico que realizou a cirurgia na adolescente, seu quadro clínico piorou desde que ela foi levada ao Hospital Municipal de Santo André.
FOTO: Porta de garagem em frente ao prédio de Eloá é pichada
Jovens do bairro onde Eloá mora, em Santo André, ABC Paulista, picharam o portão de uma garagem em frente ao prédio onde fica a casa da garota com as inscrições “Eloá, Deus ista (sic) com você”. O coronel da Polícia Militar (PM) que comandou a operação de resgate, Eduardo Félix de Oliveira, disse que o resultado do seqüestro foi produzido por Lindembergue Alves.
Tiro atingiu escudo de policial, diz comandante de operação
Polícia invadiu apartamento onde rapaz mantinha duas jovens.
Segundo coronel, cinco tiros foram disparados pelo seqüestrador.
O coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, disse neste sábado (18) que pelo menos cinco tiros de uma pistola calibre 32 foram disparados por Lindemberg Alves, de 22 anos, durante a ação que levou ao fim do seqüestro de duas jovens em Santo André, no ABC. Um deles atingiu o escudo de um policial do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).
Veja fotos do fim do seqüestro
Dois tiros atingiram a ex-namorada do seqüestrador, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, e outro disparo feriu Nayara Silva, também de 15 anos. A quinta bala foi localizada na parede do apartamento. O coronel disse que ainda não possível determinar em quais momentos os tiros foram disparados. Um deles motivou, segundo o comandante, a invasão da polícia ao apartamento.
O comandante disse que os policiais que monitoravam o apartamento ouviram um tiro na manhã de sexta-feira (17). Mas, depois disso, eles conversaram com o rapaz, que garantiu que o disparo havia sido acidental. Os policiais falaram com as jovens, que confirmaram estar bem. A decisão de invadir o local após um novo disparo ocorreu por causa do humor do seqüestrador que, segundo o coronel, havia mudado. Ele estava mais depressivo durante a tarde.
Um móvel colocado em frente à porta principal dificultou, segundo ele, a entrada dos policiais. O comandante explicou que o rack impediu que a porta abrisse “de uma vez só”. Ele acredita que, caso a entrada fosse mais fácil, o resultado da operação poderia ter sido melhor.
“O resultado ruim dessa ocorrência não foi produzida pela ação do Gate [Grupo de Ações Táticas Especiais], mas sim pela ação de Lindemberg. Como se tratava de um rapaz de 22 anos que estava sofrendo de uma decepção amorosa por uma adolescente de 15 anos, a política foi a preservação da vida e a negociação”, justificou o comandante.
As duas meninas estão internadas no Centro Hospitalar de Santo André. Eloá levou um tiro na cabeça e outro na virilha e está em estado grave. O neurocirurgião Marco Túlio Setti, que faz parte da equipe que operou a menina disse na manhã deste sábado (18) que o estado de saúde dela piorou em relação a sexta-feira (17).
Agressões
Em relação à decisão de colocar Nayara para participar da negociação, mesmo depois de ela ter sido libertada, o coronel diz que acredita no acerto dessa escolha. “Eu colocaria meu filho no lugar da Nayara”, afirmou. Segundo o coronel, apesar de ter apenas 15 anos, a menina “tem uma cabeça muito boa”, por isso a polícia acreditou que a ajuda dela seria necessária.
O coronel explicou que havia sido combinado que Nayara e o irmão de Eloá, que era o melhor amigo de Lindemberg, iriam até um determinado ponto para conversar com ele. Sem que as equipes esperassem, no entanto, a menina teria decidido seguir até a porta do apartamento. “Ninguém esperava que ela entrasse novamente”, afirmou.
Segundo o coronel, que comandou a operação em Santo André, a menina servia como “fiel da balança” no local, porque o seqüestrador e a ex-namorada não conseguiam conversar e brigavam constantemente. Neste momento, ele declarou que Lindemberg batia em Eloá.
Entre as agressões, segundo o coronel, houve chutes, tapas e puxões de cabelo, direcionados somente à ex-namorada. Nayara informou à polícia que, apesar disso, Eloá ainda discutia com Lindemberg e às vezes “até o provocava”. Armado, ele encostava o revólver na cabeça da menina de vez em quando, ainda de acordo com informações do comandante da operação.
O coronel afirmou que a negociação com o seqüestrador sempre foi muito difícil. “Ele queria provar que tinha domínio da situação. Queria provar para alguém que estava conseguindo movimentar todo aquele aparato policial”, disse. Félix falou novamente que a idéia inicial não era invadir o apartamento. “A decisão não era de entrar, o fato nos pegou de surpresa”, afirmou.
Ordem de saída
Após a invasão, ocorrida pouco depois das 18h de sexta, a primeira pessoa a ser retirada do apartamento foi Nayara Silva, a amiga de Eloá que retornou ao local depois de ser libertada. Ela estava com o rosto sangrando, mas desceu as escadas caminhando, amparada por um policial. Ao chegar ao térreo, ela foi deitada no chão para ser imobilizada em uma maca.
O seqüestrador foi retirado do apartamento logo em seguida e levado para o corredor do prédio. A ex-namorada dele, Eloá Pimentel, foi retirada logo depois. A adolescente estava enrolada em um lençol e saiu carregada por um policial.
Um médico que estava de plantão acompanhou Eloá, mas a garota foi imediatamente levada em uma maca para a ambulância. Nesse momento, um carro da policia já estava posicionado na porta do condomínio com o porta-malas aberto. Lindemberg Alves foi colocado dentro do carro e levado para o 6º Distrito Policial de Santo André.
Coronel: resultado foi produzido por Lindembergue
O coronel da Polícia Militar (PM) que comandou a operação de resgate em Santo André, no ABC paulista, Eduardo Félix de Oliveira, afirmou nesta manhã que o resultado do seqüestro, que deixou as jovens Eloá e Nayara baleadas, foi produzir por Lindembergue Alves, 22 anos.
“O resultado ruim não foi produzido pela ação do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), foi produzido pela ação do Lindembergue”, disse Félix. “A política do Gate foi de preservação da vida e a negociação”.
Em entrevista coletiva, o coronel afirmou que, se houve qualquer tipo de erro por parte da polícia, o caso será avaliado.
Segundo o coronel, os atiradores de elite da PM poderiam ter matado Lindenbergue, mas optaram por não fazê-lo. “Se nós tivéssemos atingido um tiro de comprometimento em Lindembergue, fatalmente estariam questionando o Gate por não ter esperado mais”, afirmou Félix.
“Se Lindemberg tivesse comportamento agressivo anterior, a opção de um tiro de comprometimento teria sido avaliada”, completou o coronel.
O comandante da operação de resgate disse que a entrada da polícia no apartamento foi impedida por móveis colocados atrás da porta. Segundo ele, se não fosse o obstáculo, todos os três teriam saído ilesos.
O seqüestrador efetuou até cinco disparos dentro do apartamento. O coronel disse que três atingiram as adolescentes, um a parede e um possível quinto tiro na residência está sendo investigado.
“Ocorrência era de alto risco e resultado não foi o esperado, mas não foi provocado pelo Gate”, afirmou Eduardo Félix de Oliveira.
Segundo Félix, o retorno de Nayara ao apartamento não foi autorizado pela polícia. Ele afirmou que havia combinado com a garota que ela ficaria no primeiro andar do prédio e esperaria pela saída de Lindembergue. Questionado, o coronel disse que colocaria o filho de 13 anos no lugar da jovem, porque sentiu que ela tinha discernimento da situação.
Ele batia nela’, diz comandante do Choque sobre seqüestrador
Polícia invadiu apartamento onde rapaz mantinha duas jovens.
‘Eu colocaria meu filho no lugar da Nayara’, afirmou coronel.
O coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, confirmou na manhã deste sábado (18) que Lindemberg Alves, de 22 anos, bateu na ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, durante as 100 horas que ele a manteve refém em um apartamento em Santo André, no ABC. “Ele batia nela”, disse durante entrevista coletiva.
Nayara Silva, de 15 anos, amiga da jovem, também foi mantida refém pelo rapaz. As duas acabaram baleadas e estão internadas no Centro Hospitalar do município. Eloá levou dois tiros, sendo um deles na cabeça, está em estado grave e corre risco de morte.
Em relação à decisão de colocar Nayara para participar da negociação, mesmo depois de ela ter sido libertada, o coronel diz que acredita no acerto dessa escolha. “Eu colocaria meu filho no lugar da Nayara”, afirmou. Segundo o coronel, apesar de ter apenas 15 anos, a menina “tem uma cabeça muito boa”, por isso a polícia acreditou que a ajuda dela seria necessária.
Segundo o coronel, que comandou a operação em Santo André, a menina servia como “fiel da balança” no local, porque o seqüestrador e a ex-namorada não conseguiam conversar e brigavam constantemente. Neste momento, ele declarou que Lindemberg batia em Eloá.
Entre as agressões, segundo o coronel, houve chutes e tapas, direcionados somente à ex-namorada. Nayara informou à polícia que, apesar disso, Eloá ainda discutia com Lindemberg. Armado, ele encostava o revólver na cabeça da menina de vez em quando, ainda de acordo com informações do comandante da operação.
“O resultado ruim dessa ocorrência não foi produzida pela ação do Gate [Grupo de Ações Táticas Especiais]. Como se tratava de um rapaz de 22 anos que estava sofrendo de uma decepção amorosa por uma adolescente de 15 anos, a política foi a preservação da vida e a negociação”, justificou o comandante.
O coronel afirmou que a negociação com o seqüestrador sempre foi muito difícil. “Ele queria provar que tinha domínio da situação. Queria provar para alguém que estava conseguindo movimentar todo aquele aparato policial”, disse. Félix falou novamente que a idéia inicial não era invadir o apartamento. “A decisão não era de entrar, o fato nos pegou de surpresa”, afirmou.
A invasão
Em entrevista concedida na sexta-feira (17), o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, disse que a invasão ocorreu após policiais que estavam no apartamento ao lado do cativeiro terem ouvido um disparo. PMs que estavam em posições estratégicas se aproximaram rapidamente da porta e a explodiram para ter acesso ao interior do apartamento. “Nós só invadimos porque houve disparo. Caso contrário, a gente não ia invadir”, afirmou.
O coronel afirma que só após a invasão foi ouvido um segundo disparo, também realizado pelo seqüestrador. Enquanto os policiais entravam no local pela porta, agentes colocavam uma escada móvel para entrar no apartamento pela janela. Um policial invadiu o local com essa estratégia.
“A todo o momento nós tentamos preservar a vida, mas é uma ocorrência de risco. Da mesma forma que vocês estão aqui me questionando a respeito, vocês poderiam estar aplaudindo”, disse o coronel tentado explicar para a impressa que a ação era passível de erros.
Após a invasão, a primeira pessoa a ser retirada do apartamento foi Nayara Silva, a amiga de Eloá que retornou ao local depois de ser libertada. Ela estava com o rosto sangrando, mas desceu as escadas caminhando, amparada por um policial. Ao chegar ao térreo, ela foi deitada no chão para ser imobilizada em uma maca.
O seqüestrador foi retirado do apartamento logo em seguida e levado para o corredor do prédio. A ex-namorada dele, Eloá Pimentel, foi retirada logo depois. A adolescente estava enrolada em um lençol e saiu carregada por um policial.
Um médico que estava de plantão acompanhou Eloá, mas a garota foi imediatamente levada em uma maca para a ambulância. Nesse momento, um carro da policia já estava posicionado na porta do condomínio com o porta-malas aberto. Lindemberg Alves foi colocado dentro do carro e levado para o 6º Distrito Policial de Santo André.

