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“Pancadão” fatura R$ 10 milhões por mês no Rio de Janeiro

Apenas as bilheterias de bailes funk são responsáveis por R$ 7 milhões. MCs são os mais bem pagos

POR ELISA CAMPOS

Baile funk do Castelo das Pedras, o Castelão, no Rio: animação que rende muitos negócios
Foto: Hudson Pontes – Ag. Globo
As preparadas e as popozudas garantem à Região Metropolitana do Rio de Janeiro um faturamento mensal de R$ 10 milhões. Letras polêmicas e ousadas à parte, o funk se tornou mais do que um ritmo, uma forma de sustento para muitos dos cariocas. É o que mostra pesquisa realizada pela FGV Opinião, entre 15 de maio e 28 de junho de 2008.

Enquanto a turma se diverte, camelôs vendem balas
e cerveja do lado de fora: comércio que rende quase
R$ 1 mil para ambulantes
Foto: Hudson Pontes – Agência Globo
O mercado do gênero conta com números respeitáveis. As bilheterias dos cerca de 879 bailes mensais são responsáveis por R$ 7,02 milhões. Salários de MCs, DJs, camelôs e equipes de som injetam na economia R$ 1,4 milhão por mês e os cachês das equipes de som outros R$ 2,14 milhões.

“Esse é o primeiro estudo que mostra quanto o mercado de funk movimenta. Queríamos mostrar que, apesar de todo o preconceito, o ritmo é uma manifestação cultural legítima e contribui com a economia da cidade”, afirma Marcelo Simas, pesquisador da FGV Opinião.

Dos profissionais do funk, os MCs são os mais bem remunerados, com rendimento médio mensal de R$ 4.140,19. “O ritmo ganhou mais projeção a partir da década de 90, com o surgimento desses intérpretes. O funk se valorizou e começou a ser cantado em português. Os DJs, que antes costumavam tocar de costas para o público, hoje estão de frente”, conta Simas.

A renda dos DJs, de R$ 2.100, é um pouco menor do que a dos MCs. O cachê pago aos músicos varia de acordo com a carteira de seus clientes. Os bailes nas comunidades saem por R$ 180,81; nos clubes, por R$ 294,42; em outros estados, por R$ 1.117,95 e no exterior, pobres gringos, por R$ 2.250, 50.

Já os camelôs conseguem faturar R$ 957, 47 por mês com o funk. Os produtos mais vendidos nas proximidades dos bailes são balas Halls (18,1%), alimentos 16,7% e cervejas (15,3%).

“Não tínhamos a menor idéia de quanto o funk representava na economia quando começamos a pesquisa. O faturamento encontrado, de R$ 120 milhões por ano, é com certeza bastante expressivo”, opina Simas.

A julgar pela popularização do ritmo, os números tendem a continuar crescendo. Com cada um no seu quadrado, a batida do pancadão promete continuar agitando os bailes e bolsos de muita gente.

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  1. 07/10/2009 às 13:59

    è isso aí ainda bem que alguém viu o lado bom do funk, que até agora era só esculacho!!
    Valeu!!

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