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DH de Minas descarta a possibilidade de encontrar corpo em lagoa

Foto: Deisi Resende / Agência O Dia

Ribeirão das Neves (MG) – A Delegacia de Homicídios de Minas Gerais informou, nesta segunda-feira, que as buscas por um corpo que supostamente teria sido jogado na Lagoa Suja, em Ribeirão das Neves, e que poderia ser da estudante e ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, foram encerradas. As autoridades descartaram a possibilidade de que algum cadáver seja encontrado no local.

Na manhã desta segunda-feira, uma testemunha que mora no bairro Liberdade contou ao chefe do Departamento de Investigações de Minas Gerais, delegado Edson Moreira, que o corpo de uma mulher havia sido jogado na lagoa e que neste mesmo dia ouviu gritos que eram da voz de uma mulher. Agentes da Polícia Civil usaram cães farejadores para tentar localizar o corpo da jovem desaparecida. Pelo menos 10 bombeiros participaram das buscas.  Também nesta segunda-feira, outras duas testemunhas prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios.

Buscas em outra lagoa

Policiais civis da Delegacia de Roubos do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) de Minas Gerais fizeram buscas pelo corpo de Eliza, também no domingo, após receberem informações do Disque-Denúncia de que o corpo da jovem teria sido jogado na Lagoa Suja, em Ribeirão das Neves, bairro onde o filho de quatro meses da ex-amante de Bruno foi encontrado.

Uma fralda infantil em uma sacola de supermercado foram encontradas e recolhidas para análise. em decorrência da profundidade –  em alguns pontos a lagoa chega a quatro mestros -, os agentes usaram barcos e mergulhadores durante o trabalho.

Três semanas depois do desaparecimento da estudante os próximos dias devem ser decisivos para o principal suspeito do crime, o goleiro Bruno. Até quarta-feira, o Instituto de Criminalística de Minas Gerais deverá divulgar o resultado do exame de DNA que vai comprovar se o sangue encontrado no porta-malas do carro do jogador, uma Range Rover verde, é da jovem.

No último domingo, o advogado criminal da família da moça, Jader Marques, chegou a Belo Horizonte (MG), vindo de Porto Alegre (RS), para acompanhar as investigações. “Quero conversar com os delegados e saber como está o andamento do inquérito. Temos esperanças de encontrar Eliza, viva ou morta”, diz ele.

Se o DNA feito no sangue encontrado no carro do jogador (com material coletado do pai da jovem) indicar que é de Eliza, a Polícia terá de montar mais um quebra-cabeças. Isto porque o carro foi apreendido dia 8 de junho por falta de pagamento de IPVA. Como Eliza teria morrido entre dia 9 e 10, os investigadores terão de entender como o veículo teria sido usado para transportá-la sangrando. Se o resultado for negativo, a DH vai procurar Ecosport dourada usada por Bruno após a apreensão do jipe.

Enquanto as polícias de Minas e do Rio buscam provas que possam incriminar Bruno — seja pelo desaparecimento de Eliza ou pela tentativa de obrigá-la a abortar, em outubro —, ele enfrenta processo de reconhecimento de paternidade na 1ª Vara de Família da Barra da Tijuca. Em 29 de março, a Justiça determinou que Bruno fizesse o exame de DNA para confirmar ou não a paternidade de Bruninho, filho de Eliza. Mas o Departamento Médico Judiciário ainda não marcou a data do exame. Para tentar acelerar o processo, Eliza teria decidido, segundo amigas da jovem, tentar um acordo com Bruno.

Apesar de a advogada de Eliza, Anne Faraco, não confirmar valores por questão de sigilo processual, informações passadas pelas amigas indicam que a jovem teria aceitado pensão mensal de R$ 3,5 mil oferecida por Bruno. Ele tem salário de R$ 200 mil e tinha propostas do Benfica, de Portugal, e do Milan, da Itália.

Segundo amigas de Eliza, ela teria aceitado outra proposta de Bruno: a de ir para o Rio, onde ficou hospedada num flat na Barra da Tijuca. Logo depois, a estudante teria concordado com ele em ir para Minas. Ninguém conseguiu mais contato com a jovem. “Ela ficou ansiosa e tentou a solução na base da conversa. Expliquei que isso sempre demora, mas ela achou que seria mais rápido”, afirmou a advogada.

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