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Corpo de Eliza Samudio pode ter sido devorado por cão rottweiler

Contagem (MG) – O advogado Erico Quaresma Firpe, que defende Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, disse nesta terça-feira que que seu cliente não entregou o corpo de Eliza Samudio para ser devorado por um cão da raça rottweiler, em Esmeralda, Minas Gerais. Segundo Quaresma, o menor de 17 de anos, apreendido mais cedo na casa do goleiro, no Rio, teria contado esta versão durante depoimento à Delegacia de Homicídios do Rio.

O menor de 17 anos apreendido disse mais cedo no mesmo depoimento, que a jovem Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do goleiro, está morta. Segundo a polícia, o menor contou também que deu uma coronhada na jovem, mas que isso não teria provocado sua morte. O rapaz vai responder por sequestro e lesão corporal, já que confesou estar no carro em que Eliza foi levada do Rio para Minas Gerais.

Para dar uma coronhada em Eliza, o jovem teria usado a arma de Macarrão, um dos principais investigados pela polícia no caso do desaparecimento da estudante.

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

Os policiais descobriram o paradeiro do menor na tarde desta terça, depois que um familiar dele denunciou que o rapaz estava escondido na casa de Bruno. Ele foi conduzido para a Delegacia de Homicídios para prestar esclarecimentos.

Advogado de Bruno nega que jovem tenha ficado em cárcere privado

O advogado Moncler Gama, do escritório de Michel Assef, negou nesta terça-feira que Bruno tenha mantido o menor de 17 anos em cárcere privado em sua casa, no Recreio, Zona Oeste. O menor teria confessado ao tio, que há cerca de um mês, acompanhado do amigo de Bruno, Luiz  Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, deu uma coronhada em Eliza. O advogado disse ainda que o goleiro permitiu a entrada dos policiais em sua casa, sem nenhuma restrição.

O menor teria contado ainda ao tio, que estava escondido no banco traseiro do carro de Macarrão, quando ele pegou Eliza na porta do hotel em que a jovem estava hospedada na Barra da Tijuca. No trajeto, o menor teria dado uma coronhada na ex-namorada do atleta.

Depoimento pode ser na sexta-feira

O delegado Edson Moreira, do Departamento de Investigação de Homicídios da Polícia Civil de Minas Gerais, informou nesta terça-feira que negocia amigavelmente para que os depoimentos do goleiro Bruno, Dayanne de Souza, mulher de Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão e sua esposa, além de amigos e primos do atleta sejam colhidos em Belo Horizonte na próxima sexta-feira.

“Vamos colocar todo mundo no mesmo pacote. Vai ser mais prático. Prefiro tratar tudo de forma descontraída para facilitar as investigações sem que as pessoas fiquem nervosas”, disse o delegado se referindo ao fato de o grupo prestar depoimento no mesmo dia.

Edson Moreira afirmou também que policiais foram à residência de Estela Santana Trigueiro de Souza, de 78 anos, avó do goleiro Bruno, para que o depoimento da idosa fosse colhido. O conteúdo ainda não foi revelado pela polícia. O delegado afirmou também que, após denúncias vindas do Rio de Janeiro, já pediu ajuda à Polícia Civil do Estado. Outras diligências já acontecem em São Paulo. Em Minas, a polícia seguiu para o município de Contagem, na localidade Vársea das Flores, onde o corpo da estudante poder estar escondido.

No início desta tarde, Edson Moreira disse que a mãe de Eliza desembarcará ainda nesta terça-feira em Belo Horizonte para conceder amostra de sangue para o confronto de DNA com os vestígios colhidos na Range Rover de Bruno, apreendida pela Polícia Militar no início do mês. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística de Minas Gerais, Sérgio Ribeiro, o material genético da mãe permite uma análise mais segura.

O caso

Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade.

Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade.

No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que Dayane havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O goleiro do Flamengo e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza.

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  1. 29/09/2010 às 13:51

    meu deus coitada de Elisa Samusdio

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