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Ex-vocalista do É o tchan teria matado PM na Bahia

Grupo É o Tchan. Foto:  Reprodução de internet

Kléber Menezes, de boné, na época em que cantava no É o Tchan

O cantor de axé Kléber de Jesus Menezes, mais conhecido como Kléber Menezes, voltou a ficar sob holofotes. Mas, desta vez, longe dos trios elétricos da Bahia. O ex-vocalista do É o Tchan está envolvido na morte do sargento da PM Gepson Araújo Franco, na madrugada de domingo, na boate de strip-tease Eros, no bairro de Pituba, em Salvador. De acordo com o delegado Roberto César, da 16ª DP (Pituba), onde o caso está sendo investigado, Kléber Menezes teria sido o autor do tiro que matou o policial, após uma briga entre os dois.

– As investigações apontam que Kléber agiu em legítima defesa. A perícia confirmou que a arma usada no crime era do policial e que houve luta corporal. Também já sabemos que a confusão foi provocada pelo PM – afirma o delegado.

Em depoimento, o cantor afirmou que o disparo foi acidental e que não tinha a intenção de matar Gepson. O tiro acertou o peito do PM, que morreu no local. Ao todo, já foram ouvidas sete testemunhas. Segundo relatos, a confusão começou depois que um dos amigos do policial mexeu com uma mulher que estava no grupo de Kléber.

Durante o bate-boca, o policial tomou as dores e perguntou “Quem é Kléber Menezes?”. O cantor, então, respondeu “Eu não sou ninguém”. Gepson respondeu “Mas eu sou”, puxando a arma. Os dois começaram a brigar. Foi quando houve o disparo.

Kléber Menezes com a dançarina Juliane Almeida. Foto:  reprodução

Kléber ao lado de Juliane Almeida, dançarina do É o Tchan

A polícia ainda espera pelas imagens do circuito de segurança e os laudos periciais, que devem sair entre 15 a 30 dias, para comprovar o que foi dito pelas testemunhas.

– Assim que reunirmos todo o material, vamos encaminhar nossa conclusão de que foi legítima defesa para o Ministério Público, e se o promotor entender que Kléber agiu mesmo para se defender, o caso será arquivado – conclui o delegado Roberto César.

Kléber Menezes começou a carreira em 2005 cantando na noite de Salvador. No mesmo ano, ele assumiu os vocais do Parangolé, onde ficou até 2007. O grupo ganhou projeção nacional este ano após o sucesso “Rebolation”, mas já com Léo Santana à frente da banda. Em 2008, Kléber foi para a banda Patrulha do Samba. O cantor também dividiu com Compadre Washington os vocais do É o Tchan nos carnavais de 2009 e 2010.

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